# Redata impulsiona corrida por conectividade robusta para data centers e IA no Brasil

> Redata acelera demanda por conectividade de alta disponibilidade e baixa latência nos data centers, impactando operações corporativas e estratégias digitais.

Publicado em 05/10/2026 · Atualizado em 05/10/2026 · Inovação
ATLAS · Tech & Business Review, portal editorial da Upnetix · https://atlas.upnetix.com.br/redata-impulsiona-corrida-por-conectividade-robusta-para-data-centers/

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O projeto Redata, iniciativa do governo brasileiro para expandir a infraestrutura de data centers, está redesenhando as prioridades de conectividade corporativa no país. Segundo análise publicada pela TI Inside, a transformação do Redata em uma plataforma efetiva de economia digital depende, sobretudo, da integração entre energia, terrenos, financiamento, infraestrutura tecnológica e, principalmente, conectividade. A discussão, liderada por executivos do setor, aponta para uma mudança estrutural na forma como empresas e gestores públicos devem planejar suas operações digitais nos próximos anos.

![Engenheiros da Eletronet monitorando a conectividade em centro de operações de rede moderno](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46188-img1-intro.webp)

Equipe da Eletronet supervisiona a infraestrutura de conectividade essencial para o projeto Redata, base para expansão da economia digital no Brasil.

## Redata e a nova centralidade da conectividade

O Redata foi concebido para fomentar a construção de grandes instalações de processamento de dados e inteligência artificial, mas especialistas do setor destacam que seu impacto pode ir muito além do aumento da capacidade física. Cassio Ricardo Lehmann, Chief Revenue Officer (CRO) da Eletronet, afirmou à TI Inside que a conectividade é o elemento-chave para transformar o projeto em vetor de desenvolvimento da economia digital. O executivo ressalta que, sem redes adequadas, data centers se tornam “ilhas” isoladas, incapazes de entregar o potencial prometido por aplicações em nuvem e inteligência artificial.

De acordo com Lehmann, o Brasil apresenta vantagens competitivas para atrair investimentos em data centers, como a disponibilidade de energia renovável e uma matriz elétrica diversificada. No entanto, a expansão de infraestrutura física precisa ser acompanhada de redes capazes de suportar o crescimento exponencial do tráfego de dados, impulsionado por cloud computing, IA e aplicações digitais distribuídas.

## Disponibilidade, latência e escalabilidade: os três pilares da conectividade para data centers

A experiência da Eletronet no atendimento a provedores, operadoras e hyperscalers revela três requisitos fundamentais para a conectividade de data centers de nova geração: alta disponibilidade, baixa latência e escalabilidade. A alta disponibilidade está diretamente relacionada à resiliência das redes: aplicações críticas não podem depender de uma única rota de comunicação e exigem caminhos redundantes para garantir continuidade mesmo diante de falhas. A baixa latência, por sua vez, é essencial para aplicações de IA em tempo real, já que o desempenho depende do tempo de transporte dos dados entre usuários, servidores e modelos de IA.

O terceiro pilar, escalabilidade, responde à demanda crescente dos hyperscalers por capacidade de rede, acompanhando a expansão de cloud, edge computing e workloads de IA. Segundo Lehmann, a Eletronet vem ampliando sua infraestrutura para saltos sucessivos de capacidade, de 100 Gb/s para 400 Gb/s e 800 Gb/s, conforme as necessidades dos clientes evoluem.

Esses três fatores, disponibilidade, latência e escalabilidade, são apontados como consenso entre operadores e especialistas quando o tema é infraestrutura digital para data centers. O desafio, portanto, não está apenas em instalar equipamentos, mas em garantir que a conectividade acompanhe a sofisticação e o volume das operações digitais.

## Descentralização dos data centers e desafios regionais de conectividade

![Data center no Nordeste brasileiro com energia renovável integrada](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46188-img2-meio-1.webp)

Data center descentralizado no Nordeste aproveita a disponibilidade de energia eólica e hidráulica para suportar a expansão do Redata. Um dos movimentos estratégicos destacados no Redata é a descentralização dos data centers para regiões com maior disponibilidade de energia renovável, principalmente o Nordeste. Segundo a análise da TI Inside, embora o consumo de serviços digitais esteja concentrado no Sudeste, a geração de energia eólica e hidráulica ocorre majoritariamente no Norte e Nordeste. Para operadores de data centers, instalar complexos próximos às fontes de energia pode representar ganhos econômicos relevantes.

No entanto, essa descentralização traz um novo desafio: conectar os polos emergentes de infraestrutura digital aos grandes centros consumidores de dados. A solução apontada por Lehmann é a construção de uma malha nacional de conectividade, interligando clusters de data centers com rotas redundantes e capacidade suficiente para suportar o crescimento acelerado dos workloads de IA.

Esse cenário exige que empresas e gestores públicos revisem suas estratégias de conectividade, considerando não apenas o acesso local, mas também a integração eficiente com hubs regionais e nacionais de dados. O risco de gargalos ou indisponibilidade em regiões estratégicas pode comprometer tanto operações críticas quanto a competitividade de negócios baseados em dados.

## Efeitos em cadeia: do setor elétrico à mão de obra especializada

O impacto do Redata, segundo a publicação, não deve ser medido apenas pelo número de data centers ou pelo volume de investimentos em infraestrutura física. O projeto pode gerar efeitos em cadeia que envolvem terrenos, construção civil, equipamentos, energia, transmissão, telecomunicações, serviços de TI, cloud, segurança cibernética e qualificação de mão de obra. Para Lehmann, o Redata deve ser visto como um incentivo amplo à economia digital brasileira, movimentando projetos, pessoas e cadeias produtivas inteiras.

Nesse contexto, a conectividade deixa de ser um serviço complementar e passa a integrar a estratégia de atração de investimentos. A lógica é semelhante à de empreendimentos industriais: não basta oferecer terreno e energia se não houver acesso eficiente a mercados, fornecedores e infraestrutura logística. No caso dos data centers, a infraestrutura logística é composta por redes de fibra óptica, rotas internacionais e interconexões de alta capacidade.

Outro ponto relevante é a pressão do avanço da inteligência artificial sobre os prazos de implantação. Operadores buscam reduzir o tempo necessário para disponibilizar nova capacidade, o que exige coordenação entre fornecedores de energia, terrenos e conectividade. A oferta integrada desses elementos pode ser um diferencial competitivo para projetos de grande escala.

## Conectividade internacional e posicionamento global do Brasil

![Diagrama tridimensional explicando alta disponibilidade, baixa latência e escalabilidade em redes para data centers](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46188-img3-meio-2.webp)

Diagrama detalha os requisitos críticos de conectividade para data centers modernos conforme as necessidades do projeto Redata. Além do mercado interno, o Redata pode contribuir para posicionar o Brasil como polo global de infraestrutura digital. A Eletronet, por exemplo, instalou um ponto de presença em Lisboa, utilizando cabos submarinos para conectar o Brasil à Europa com latência inferior a 65 milissegundos. Segundo Lehmann, essa estratégia atende à demanda de empresas europeias que buscam integrar operações no Brasil com conectividade robusta.

A participação da Eletronet em eventos internacionais, como o Atlantic Convergence, reforça a busca por oportunidades de expansão e a compreensão das demandas de diferentes mercados. A conectividade internacional, antes restrita ao setor de telecomunicações, passa a ser parte da arquitetura de infraestrutura digital de empresas globais, especialmente diante da expansão de cloud e IA.

O consenso entre especialistas é que a combinação de infraestrutura nacional robusta, conectividade internacional eficiente e energia renovável pode ajudar o Brasil a captar uma fatia maior dos investimentos globais em data centers. No entanto, o sucesso dessa estratégia depende da capacidade de garantir que os novos data centers estejam inseridos em uma rede digital resiliente, escalável e conectada ao mundo.

## O que muda para empresas e gestores públicos: riscos e oportunidades

Para empresas e órgãos públicos, o avanço do Redata e a centralidade da conectividade redefinem critérios de decisão em projetos digitais. A escolha de parceiros e fornecedores de infraestrutura passa a exigir avaliação criteriosa sobre disponibilidade, latência e escalabilidade das redes, além da capacidade de integração com hubs regionais e internacionais.

Organizações que dependem de processamento em nuvem, IA, big data e aplicações críticas devem considerar não apenas a qualidade da conexão local, mas também a redundância de rotas e a proximidade com polos de data centers. O risco de indisponibilidade ou latência elevada pode impactar diretamente operações, custos e experiência do usuário final.

No contexto de Manaus e do Polo Industrial, a descentralização dos data centers pode representar oportunidades para atração de investimentos e desenvolvimento de cadeias produtivas locais. No entanto, a competitividade regional estará condicionada à capacidade de oferecer conectividade de alta performance, com rotas redundantes e integração eficiente com os principais hubs nacionais e internacionais.

Em resumo, o Redata acelera a urgência por infraestrutura de conectividade robusta, transformando o tema em fator estratégico para a economia digital. Empresas que anteciparem essa tendência e investirem em redes de alta disponibilidade, baixa latência e escalabilidade estarão melhor posicionadas para capturar as oportunidades do novo ciclo de crescimento digital no Brasil.

![Cassio Ricardo Lehmann discutindo estratégias de conectividade para data centers em reunião corporativa](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46188-img4-fechamento.webp)

Cassio Ricardo Lehmann destaca a importância da conectividade robusta para transformar o Redata em vetor de desenvolvimento da economia digital brasileira. O avanço do Redata evidencia que, mais do que ampliar a capacidade física, o verdadeiro diferencial competitivo está na construção de uma malha de conectividade capaz de integrar data centers, clouds e aplicações críticas em escala nacional e internacional. Para quem opera ou depende de dados, a decisão sobre infraestrutura de rede se tornou tão estratégica quanto a escolha do local ou da fonte de energia. O próximo salto da economia digital brasileira passa, necessariamente, pela qualidade e resiliência das conexões que sustentam o ecossistema de dados.

Fonte: https://atlas.upnetix.com.br/redata-impulsiona-corrida-por-conectividade-robusta-para-data-centers/ · ATLAS, portal editorial da Upnetix (Manaus, Brasil) · uso com citação obrigatória.
