Redata impulsiona corrida por conectividade robusta para data centers e IA no Brasil

Redata acelera demanda por conectividade de alta disponibilidade e baixa latência nos data centers, impactando operações corporativas e estratégias digitais.

ATLAS.
tech & business · o portal da Upnetix
Inovação · análise

Redata impulsiona corrida por conectividade robusta para data centers e IA no Brasil

Projeto Redata, do governo federal, estimula a construção de data centers e demanda redes de alta disponibilidade, baixa latência e escalabilidade. Especialistas apontam que conectividade passa a ser fator estratégico para transformar infraestrutura física em motor da economia digital.

por Atlas Upnetix Review Team · 5 de outubro, 2026 · 8 min de leitura
Compartilhe este artigo: WhatsApp

O projeto Redata, iniciativa do governo brasileiro para expandir a infraestrutura de data centers, está redesenhando as prioridades de conectividade corporativa no país. Segundo análise publicada pela TI Inside, a transformação do Redata em uma plataforma efetiva de economia digital depende, sobretudo, da integração entre energia, terrenos, financiamento, infraestrutura tecnológica e, principalmente, conectividade. A discussão, liderada por executivos do setor, aponta para uma mudança estrutural na forma como empresas e gestores públicos devem planejar suas operações digitais nos próximos anos.

Engenheiros da Eletronet monitorando a conectividade em centro de operações de rede moderno
Equipe da Eletronet supervisiona a infraestrutura de conectividade essencial para o projeto Redata, base para expansão da economia digital no Brasil.

Redata e a nova centralidade da conectividade

O Redata foi concebido para fomentar a construção de grandes instalações de processamento de dados e inteligência artificial, mas especialistas do setor destacam que seu impacto pode ir muito além do aumento da capacidade física. Cassio Ricardo Lehmann, Chief Revenue Officer (CRO) da Eletronet, afirmou à TI Inside que a conectividade é o elemento-chave para transformar o projeto em vetor de desenvolvimento da economia digital. O executivo ressalta que, sem redes adequadas, data centers se tornam “ilhas” isoladas, incapazes de entregar o potencial prometido por aplicações em nuvem e inteligência artificial.

De acordo com Lehmann, o Brasil apresenta vantagens competitivas para atrair investimentos em data centers, como a disponibilidade de energia renovável e uma matriz elétrica diversificada. No entanto, a expansão de infraestrutura física precisa ser acompanhada de redes capazes de suportar o crescimento exponencial do tráfego de dados, impulsionado por cloud computing, IA e aplicações digitais distribuídas.

Disponibilidade, latência e escalabilidade: os três pilares da conectividade para data centers

A experiência da Eletronet no atendimento a provedores, operadoras e hyperscalers revela três requisitos fundamentais para a conectividade de data centers de nova geração: alta disponibilidade, baixa latência e escalabilidade. A alta disponibilidade está diretamente relacionada à resiliência das redes: aplicações críticas não podem depender de uma única rota de comunicação e exigem caminhos redundantes para garantir continuidade mesmo diante de falhas. A baixa latência, por sua vez, é essencial para aplicações de IA em tempo real, já que o desempenho depende do tempo de transporte dos dados entre usuários, servidores e modelos de IA.

O terceiro pilar, escalabilidade, responde à demanda crescente dos hyperscalers por capacidade de rede, acompanhando a expansão de cloud, edge computing e workloads de IA. Segundo Lehmann, a Eletronet vem ampliando sua infraestrutura para saltos sucessivos de capacidade, de 100 Gb/s para 400 Gb/s e 800 Gb/s, conforme as necessidades dos clientes evoluem.

Esses três fatores, disponibilidade, latência e escalabilidade, são apontados como consenso entre operadores e especialistas quando o tema é infraestrutura digital para data centers. O desafio, portanto, não está apenas em instalar equipamentos, mas em garantir que a conectividade acompanhe a sofisticação e o volume das operações digitais.

Descentralização dos data centers e desafios regionais de conectividade

Data center no Nordeste brasileiro com energia renovável integrada
Data center descentralizado no Nordeste aproveita a disponibilidade de energia eólica e hidráulica para suportar a expansão do Redata.

Um dos movimentos estratégicos destacados no Redata é a descentralização dos data centers para regiões com maior disponibilidade de energia renovável, principalmente o Nordeste. Segundo a análise da TI Inside, embora o consumo de serviços digitais esteja concentrado no Sudeste, a geração de energia eólica e hidráulica ocorre majoritariamente no Norte e Nordeste. Para operadores de data centers, instalar complexos próximos às fontes de energia pode representar ganhos econômicos relevantes.

No entanto, essa descentralização traz um novo desafio: conectar os polos emergentes de infraestrutura digital aos grandes centros consumidores de dados. A solução apontada por Lehmann é a construção de uma malha nacional de conectividade, interligando clusters de data centers com rotas redundantes e capacidade suficiente para suportar o crescimento acelerado dos workloads de IA.

Esse cenário exige que empresas e gestores públicos revisem suas estratégias de conectividade, considerando não apenas o acesso local, mas também a integração eficiente com hubs regionais e nacionais de dados. O risco de gargalos ou indisponibilidade em regiões estratégicas pode comprometer tanto operações críticas quanto a competitividade de negócios baseados em dados.

Efeitos em cadeia: do setor elétrico à mão de obra especializada

O impacto do Redata, segundo a publicação, não deve ser medido apenas pelo número de data centers ou pelo volume de investimentos em infraestrutura física. O projeto pode gerar efeitos em cadeia que envolvem terrenos, construção civil, equipamentos, energia, transmissão, telecomunicações, serviços de TI, cloud, segurança cibernética e qualificação de mão de obra. Para Lehmann, o Redata deve ser visto como um incentivo amplo à economia digital brasileira, movimentando projetos, pessoas e cadeias produtivas inteiras.

Nesse contexto, a conectividade deixa de ser um serviço complementar e passa a integrar a estratégia de atração de investimentos. A lógica é semelhante à de empreendimentos industriais: não basta oferecer terreno e energia se não houver acesso eficiente a mercados, fornecedores e infraestrutura logística. No caso dos data centers, a infraestrutura logística é composta por redes de fibra óptica, rotas internacionais e interconexões de alta capacidade.

Gostando do conteúdo? Compartilhe: WhatsApp

Outro ponto relevante é a pressão do avanço da inteligência artificial sobre os prazos de implantação. Operadores buscam reduzir o tempo necessário para disponibilizar nova capacidade, o que exige coordenação entre fornecedores de energia, terrenos e conectividade. A oferta integrada desses elementos pode ser um diferencial competitivo para projetos de grande escala.

Conectividade internacional e posicionamento global do Brasil

Diagrama tridimensional explicando alta disponibilidade, baixa latência e escalabilidade em redes para data centers
Diagrama detalha os requisitos críticos de conectividade para data centers modernos conforme as necessidades do projeto Redata.

Além do mercado interno, o Redata pode contribuir para posicionar o Brasil como polo global de infraestrutura digital. A Eletronet, por exemplo, instalou um ponto de presença em Lisboa, utilizando cabos submarinos para conectar o Brasil à Europa com latência inferior a 65 milissegundos. Segundo Lehmann, essa estratégia atende à demanda de empresas europeias que buscam integrar operações no Brasil com conectividade robusta.

A participação da Eletronet em eventos internacionais, como o Atlantic Convergence, reforça a busca por oportunidades de expansão e a compreensão das demandas de diferentes mercados. A conectividade internacional, antes restrita ao setor de telecomunicações, passa a ser parte da arquitetura de infraestrutura digital de empresas globais, especialmente diante da expansão de cloud e IA.

O consenso entre especialistas é que a combinação de infraestrutura nacional robusta, conectividade internacional eficiente e energia renovável pode ajudar o Brasil a captar uma fatia maior dos investimentos globais em data centers. No entanto, o sucesso dessa estratégia depende da capacidade de garantir que os novos data centers estejam inseridos em uma rede digital resiliente, escalável e conectada ao mundo.

O que muda para empresas e gestores públicos: riscos e oportunidades

Para empresas e órgãos públicos, o avanço do Redata e a centralidade da conectividade redefinem critérios de decisão em projetos digitais. A escolha de parceiros e fornecedores de infraestrutura passa a exigir avaliação criteriosa sobre disponibilidade, latência e escalabilidade das redes, além da capacidade de integração com hubs regionais e internacionais.

Organizações que dependem de processamento em nuvem, IA, big data e aplicações críticas devem considerar não apenas a qualidade da conexão local, mas também a redundância de rotas e a proximidade com polos de data centers. O risco de indisponibilidade ou latência elevada pode impactar diretamente operações, custos e experiência do usuário final.

No contexto de Manaus e do Polo Industrial, a descentralização dos data centers pode representar oportunidades para atração de investimentos e desenvolvimento de cadeias produtivas locais. No entanto, a competitividade regional estará condicionada à capacidade de oferecer conectividade de alta performance, com rotas redundantes e integração eficiente com os principais hubs nacionais e internacionais.

Em resumo, o Redata acelera a urgência por infraestrutura de conectividade robusta, transformando o tema em fator estratégico para a economia digital. Empresas que anteciparem essa tendência e investirem em redes de alta disponibilidade, baixa latência e escalabilidade estarão melhor posicionadas para capturar as oportunidades do novo ciclo de crescimento digital no Brasil.

Cassio Ricardo Lehmann discutindo estratégias de conectividade para data centers em reunião corporativa
Cassio Ricardo Lehmann destaca a importância da conectividade robusta para transformar o Redata em vetor de desenvolvimento da economia digital brasileira.

O avanço do Redata evidencia que, mais do que ampliar a capacidade física, o verdadeiro diferencial competitivo está na construção de uma malha de conectividade capaz de integrar data centers, clouds e aplicações críticas em escala nacional e internacional. Para quem opera ou depende de dados, a decisão sobre infraestrutura de rede se tornou tão estratégica quanto a escolha do local ou da fonte de energia. O próximo salto da economia digital brasileira passa, necessariamente, pela qualidade e resiliência das conexões que sustentam o ecossistema de dados.

Compartilhe com sua equipe: WhatsApp
Receba os próximos artigos no seu e-mail

Conteúdo B2B sobre conectividade, infraestrutura digital e gestão de TI, direto na caixa de entrada, sem spam.





Upnetix · Conectividade empresarial em Manaus

Data center isolado é risco, não vantagem.

Se sua operação depende de cloud, IA ou integração com hubs nacionais, a escolha da conectividade é decisiva. O IP Premium Dedicado oferece link de fibra dedicada, SLA garantido e IP fixo para conectar sua empresa ao ecossistema digital. Avaliamos a viabilidade técnica no seu endereço antes de qualquer proposta.

Fale com o comercial

Fale com um especialista da Upnetix

Nossa equipe entra em contato em até 1 dia útil com uma proposta sob medida.