# MRS Logística migra 600 servidores e reposiciona TI como motor estratégico do negócio

> MRS Logística migra 600 servidores com Nutanix, adota arquitetura híbrida e reposiciona TI para suportar crescimento e segurança. Entenda as implicações para empresas.

Publicado em 18/09/2026 · Atualizado em 18/09/2026 · IA
ATLAS · Tech & Business Review, portal editorial da Upnetix · https://atlas.upnetix.com.br/mrs-logistica-migra-600-servidores-e-reposiciona-ti-como/

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O senso comum no setor corporativo ainda vê infraestrutura de TI como um suporte técnico, muitas vezes invisível, que só ganha atenção quando falha. O caso recente da MRS Logística, divulgado pelo CISO Advisor, desafia essa crença ao mostrar como a modernização profunda da base tecnológica pode ser o motor central de uma estratégia de crescimento, segurança e eficiência operacional. A migração de mais de 600 servidores em apenas um ano não foi apenas uma atualização de parque: tornou-se o catalisador para novos modelos de negócio, redução de custos ocultos e preparação para a expansão digital e física da companhia.

![Centro de dados moderno da MRS Logística com técnicos de TI em operação](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/09/post44585-img1-intro.webp)

Centro de dados da MRS Logística onde foram migrados mais de 600 servidores em um ano, impulsionando a transformação digital da empresa.

## O que mudou com a migração de 600 servidores

Segundo o CISO Advisor, a MRS Logística, uma das maiores operadoras ferroviárias do país, decidiu enfrentar de frente o desafio de modernizar sua infraestrutura de TI. A empresa, que administra 1.643 km de trilhos conectando 107 municípios nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, movimenta cerca de 20% das exportações brasileiras. O projeto de migração envolveu a atualização de mais de 600 servidores, conduzida em parceria com a Add Value e baseada na tecnologia da Nutanix.

O CIO da MRS, Jean Prisco, afirmou que a decisão foi motivada pela necessidade de elevar o nível de maturidade da infraestrutura e da segurança da informação diante do crescimento dos negócios. O projeto não se limitou ao aspecto técnico: cerca de 10% das máquinas virtuais foram descontinuadas, eliminando redundâncias e reduzindo custos invisíveis associados a workloads sem valor agregado. O resultado imediato foi um ambiente mais eficiente, padronizado e seguro, com maior visibilidade e controle operacional.

## Arquitetura híbrida pragmática: cloud e on-premise na medida certa

Um dos pontos centrais da transformação foi a adoção de uma arquitetura hiperconvergente, viabilizada pela plataforma Nutanix. Isso permitiu à MRS consolidar um modelo híbrido, onde a decisão entre manter workloads na nuvem ou on-premise passou a ser orientada por necessidades reais de negócio, não por preferências tecnológicas ou tendências de mercado. Conforme relatado pelo CISO Advisor, atualmente entre 15% e 20% dos workloads da MRS estão na nuvem, enquanto o restante permanece em um ambiente on-premise robusto, preparado para aplicações críticas com baixa latência.

João Brando, coordenador de Datacenter & Cloud na MRS, destacou que o ambiente local foi projetado para alta criticidade operacional, com resiliência e escalabilidade. A Add Value, integradora responsável pela execução, participou desde a redefinição da arquitetura até a implementação da migração em larga escala. O alinhamento estratégico interno foi apontado como fator decisivo para o sucesso do projeto, segundo Thiago Spósito, sócio da Add Value.

## Redução de custos invisíveis e eliminação de redundâncias

![Mapa digital realista da rede ferroviária da MRS Logística com destaque para a movimentação de cargas](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/09/post44585-img2-meio-1.webp)

Rede ferroviária da MRS Logística que conecta 107 municípios e movimenta cerca de 20% das exportações brasileiras. Uma das consequências mais relevantes para o contexto empresarial foi a racionalização do ambiente tecnológico. Ao descontinuar 10% das máquinas virtuais, a MRS eliminou workloads que não traziam valor, reduzindo custos que muitas vezes passam despercebidos em operações legadas. Esse movimento, segundo o CISO Advisor, resultou em um ambiente mais enxuto, com menos pontos de falha e menor complexidade para o time de TI.

Além do impacto financeiro, a padronização e a simplificação da gestão de servidores permitiram à empresa ganhar agilidade para escalar operações digitais, integrar sensores e automação, e preparar o terreno para futuras iniciativas de edge computing. A visibilidade e o controle aprimorados sobre o ambiente tecnológico também reforçaram a segurança da informação, um ponto crítico em setores estratégicos como logística e transporte de cargas.

## TI como pilar estratégico para expansão e inovação

O projeto de migração foi apenas o primeiro passo de uma estratégia mais ampla. A nova base tecnológica criou as condições necessárias para a MRS expandir para novos modais, como hidrovia e operação de terminais, que exigem maior capacidade de processamento e integração de sistemas distribuídos. Conforme destacou Leonel Oliveira, country manager da Nutanix Brasil, a arquitetura híbrida oferece à MRS liberdade para executar cada aplicação no ambiente mais adequado, com controle e eficiência para sustentar a próxima fase do negócio.

O alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócios foi apontado como diferencial do projeto. Segundo a Add Value, a clareza dos objetivos da MRS reduziu resistências internas e acelerou a execução. A empresa agora opera com uma base preparada para automação, integração de sensores e, futuramente, modelos distribuídos de edge computing, que podem ampliar ainda mais a inteligência e a eficiência operacional em pontos remotos da malha ferroviária.

## O contra-argumento: riscos, limites e o que ainda não se sabe

![Reunião estratégica da equipe de TI da MRS Logística e Add Value discutindo arquitetura híbrida](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/09/post44585-img3-meio-2.webp)

Equipe de TI da MRS Logística e Add Value alinhando a arquitetura híbrida pragmática que combina workloads em nuvem e on-premise. Embora o caso da MRS seja apresentado como exemplo de sucesso, é importante considerar os desafios e riscos associados a projetos dessa magnitude. A publicação do CISO Advisor não detalha custos totais, eventuais dificuldades técnicas durante a migração ou impactos sobre a cultura organizacional. Também não há informações sobre eventuais interrupções de serviço ou sobre como a empresa gerenciou a transição para os usuários finais.

Outro ponto de atenção é o equilíbrio entre cloud e on-premise. O modelo híbrido adotado pela MRS, com apenas 15% a 20% dos workloads em nuvem, pode não ser replicável em empresas com outros perfis de operação ou menor criticidade de latência. O próprio setor de logística, com sua dependência de disponibilidade e integração de sistemas legados, impõe restrições que podem não se aplicar a outros segmentos.

Por fim, a publicação não apresenta dados comparativos com outras empresas do setor, nem indicadores de retorno sobre o investimento após a migração. Isso limita a generalização dos resultados e reforça a necessidade de cada organização avaliar cuidadosamente seus próprios requisitos antes de embarcar em projetos semelhantes.

## Implicações para empresas: lições para quem opera missão crítica

O caso da MRS Logística evidencia que a modernização da infraestrutura de TI deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a ser uma decisão estratégica de negócio. Para empresas que operam em setores críticos, como logística, indústria ou serviços públicos, a capacidade de consolidar ambientes, eliminar redundâncias e adotar modelos híbridos pragmáticos pode significar não apenas redução de custos, mas também maior segurança, previsibilidade e agilidade para sustentar o crescimento.

Em regiões como Manaus e no Polo Industrial, onde a conectividade pode ser um gargalo e a dependência de operações contínuas é alta, o exemplo da MRS serve de alerta para a importância de revisar periodicamente a arquitetura tecnológica. A escolha entre cloud, on-premise ou modelos híbridos deve ser orientada por necessidades reais do negócio, levando em conta fatores como latência, disponibilidade, integração com sistemas legados e capacidade de escalar para novos modelos operacionais.

O fato de a MRS ter conseguido migrar 600 servidores em 12 meses, com redução de custos invisíveis e preparação para expansão, mostra que a TI pode, e deve, ser protagonista na estratégia de crescimento e inovação das empresas. O desafio, para quem decide, é garantir que a infraestrutura acompanhe o ritmo do negócio sem aumentar a complexidade ou comprometer a segurança.

![Diagrama realista ilustrando a redução de workloads e racionalização dos servidores da MRS Logística](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/09/post44585-img4-fechamento.webp)

Redução de 10% das máquinas virtuais descontinuadas na migração, eliminando redundâncias e racionalizando custos operacionais na infraestrutura da MRS Logística. O caso da MRS Logística deixa claro que, quando a infraestrutura é tratada como pilar estratégico, ela se transforma em diferencial competitivo. Empresas que subestimam o impacto da modernização tecnológica correm o risco de acumular custos ocultos, perder agilidade e comprometer a segurança operacional. Em mercados onde a disponibilidade e a integração são críticas, a decisão de revisar a arquitetura de servidores pode ser o divisor de águas entre estagnação e crescimento sustentável.

Fonte: https://atlas.upnetix.com.br/mrs-logistica-migra-600-servidores-e-reposiciona-ti-como/ · ATLAS, portal editorial da Upnetix (Manaus, Brasil) · uso com citação obrigatória.
