Grupo Mais adquire RT NET e mira 160 mil assinantes em Santa Catarina até 2031

Grupo Mais compra RT NET e chega a 30 mil assinantes em SC, mirando 160 mil até 2031. Expansão impacta competição e infraestrutura regional.

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Grupo Mais adquire RT NET e mira 160 mil assinantes em Santa Catarina até 2031

A aquisição da RT NET pelo Grupo Mais eleva a base para 30 mil clientes e amplia a presença em nove cidades da Grande Florianópolis. Estratégia busca escala, ganhos operacionais e liderança regional no mercado de banda larga.

por Atlas Upnetix Review Team · 1 de outubro, 2026 · 8 min de leitura
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A consolidação de provedores regionais de internet segue em ritmo acelerado no Brasil, e Santa Catarina acaba de registrar mais um capítulo relevante nesse movimento. O Grupo Mais, controlador da Mais Internet, anunciou a aquisição da RT NET, operação que adiciona cerca de 9 mil clientes à sua base e eleva o total para aproximadamente 30 mil assinantes em nove cidades da Grande Florianópolis. O negócio, realizado com recursos próprios e sem valor divulgado, reflete uma estratégia de expansão que mira escala operacional e liderança regional nos próximos anos.

Executivos do Grupo Mais em reunião externa com mapas de Santa Catarina, prédio comercial ao fundo.
Grupo Mais anuncia aquisição da RT NET, ampliando sua base para aproximadamente 30 mil assinantes em nove cidades da Grande Florianópolis.

Detalhes da aquisição e estrutura das operações

De acordo com informações do Telesíntese e do TeleTime, a compra da RT NET representa a maior incorporação já realizada pelo Grupo Mais. A operação amplia o alcance da infraestrutura de fibra óptica do grupo de 120 mil para 150 mil imóveis (homes passed), indicador que se refere ao número de residências e empresas que podem ser atendidas pela rede, independentemente de já serem clientes. O faturamento mensal do grupo, incluindo a nova operação, passa a ser estimado em R$ 4 milhões.

Um ponto destacado por ambas as publicações é a manutenção das marcas Mais Internet e RT NET, que seguirão ativas no mercado com equipes e atendimento próprios. A integração das operações, segundo o Grupo Mais, será concentrada em infraestrutura, tecnologia e gestão, áreas onde se espera obter ganhos de escala e eficiência. O comando da expansão regional ficará a cargo de Rafael Henrique de Souza, fundador e CEO da RT NET, que passa a ser sócio do grupo e liderará a estratégia de crescimento.

Estratégia de crescimento: escala, profissionalização e proximidade

A busca por escala operacional é consenso nas declarações dos executivos do Grupo Mais. Em entrevista ao Telesíntese, Everson Mai, CEO do grupo, afirmou que a aquisição não foi motivada apenas pelo aumento do número de clientes, mas pela construção de uma base robusta para competir, investir e crescer de forma sustentável. “Não fizemos essa aquisição só para somar clientes. Estamos construindo escala para competir, investir e crescer de forma sustentável, sem perder a proximidade que o cliente espera de um provedor regional”, disse Mai.

O TeleTime reforça esse posicionamento ao destacar que o setor de telecomunicações brasileiro foi historicamente formado por milhares de empreendedores regionais, mas que agora se inicia um novo ciclo de consolidação. Segundo Mai, “vai haver espaço para grupos regionais fortes, profissionalizados e próximos do cliente, e queremos ser protagonistas desse movimento em Santa Catarina”.

Sala técnica com equipamentos de fibra óptica e monitor mostrando mapa da rede em Santa Catarina.
A aquisição da RT NET expande a cobertura da infraestrutura de fibra óptica do Grupo Mais de 120 mil para 150 mil imóveis passados.

Para Rafael Henrique de Souza, a decisão de vender a RT NET está diretamente relacionada à dificuldade de ampliar a operação de forma isolada. “Construímos a RT e chegamos a um ponto em que crescer sozinhos ficaria cada vez mais difícil”, declarou ao Telesíntese. A integração, portanto, é vista como forma de viabilizar investimentos em rede, digitalização e novos serviços, além de fortalecer a capacidade de atender tanto clientes residenciais quanto empresariais.

Metas ambiciosas e movimento de mercado

O Grupo Mais estabeleceu como objetivo atingir 160 mil assinantes e mais de 30% de participação de mercado regional até 2031, conforme divulgado por ambas as fontes. A estratégia inclui a continuidade da busca por novas aquisições de provedores com rede de qualidade, presença regional consolidada e gestão organizada. “Continuamos olhando oportunidades. Buscamos provedores com rede de qualidade, presença regional consolidada e gestão organizada, e empresários que enxerguem valor em fazer parte de um projeto maior”, afirmou Everson Mai em comunicado reproduzido pelo TeleTime.

O movimento do Grupo Mais reflete uma tendência nacional de consolidação entre provedores regionais, que buscam ganhar escala para competir com grandes operadoras e atender a demanda crescente por conectividade de alta qualidade. A estratégia de manter marcas e equipes independentes, ao mesmo tempo em que integra infraestrutura e gestão, aponta para um modelo híbrido que tenta preservar a proximidade com o cliente local sem abrir mão dos ganhos de eficiência típicos de operações maiores.

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Impactos na competição e infraestrutura regional

A ampliação da base de clientes e do alcance da rede de fibra óptica pelo Grupo Mais deve impactar diretamente o cenário competitivo na Grande Florianópolis e em Santa Catarina. Segundo o Telesíntese, a integração das operações deve resultar em um aumento de cerca de três pontos percentuais na margem EBITDA, indicador que mede a rentabilidade operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Esse ganho é atribuído à otimização de custos, maior poder de negociação com fornecedores e melhor aproveitamento da infraestrutura existente.

Para empresas e órgãos públicos que dependem de conectividade confiável, a consolidação pode trazer efeitos positivos e desafios. Por um lado, a expansão de redes de fibra óptica e a profissionalização de provedores regionais tendem a elevar o padrão de qualidade dos serviços, ampliar a cobertura e facilitar a oferta de soluções avançadas, como links dedicados, redes privadas e integração entre unidades. Por outro, a concentração de mercado pode reduzir o número de opções disponíveis em determinadas localidades, exigindo atenção redobrada na negociação de contratos, análise de SLA (acordo de nível de serviço) e avaliação da capacidade técnica do provedor escolhido.

Retrato profissional de Rafael Henrique de Souza, CEO da RT NET, em escritório moderno.
Rafael Henrique de Souza, fundador e CEO da RT NET, agora sócio do Grupo Mais, lidera a estratégia de crescimento regional.

Outro aspecto relevante é a manutenção de equipes e atendimento locais mesmo após a fusão, estratégia que pode ser decisiva para empresas que valorizam o suporte próximo e a agilidade na resolução de problemas. O desafio, nesse contexto, será equilibrar a padronização dos processos e a eficiência operacional com a flexibilidade e a personalização do atendimento, características tradicionalmente associadas aos provedores regionais de menor porte.

O que muda para empresas e setor público: análise de riscos e oportunidades

Para organizações que operam em Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis, a expansão do Grupo Mais pode representar novas oportunidades de negociação e acesso a serviços mais robustos de conectividade. A ampliação da rede de fibra óptica e o aumento da escala operacional tendem a favorecer a oferta de links empresariais dedicados, soluções de redundância e atendimento a demandas específicas de grandes clientes.

No entanto, a consolidação do mercado regional também traz riscos que precisam ser avaliados com atenção. A redução do número de provedores independentes pode limitar o poder de barganha dos clientes corporativos, tornando ainda mais importante a análise detalhada dos contratos, das garantias de disponibilidade e dos mecanismos de suporte técnico. Empresas que dependem de conectividade para operações críticas devem considerar não apenas o preço, mas sobretudo a qualidade da infraestrutura, a estabilidade da rede e a capacidade de resposta do provedor em situações de emergência.

Além disso, a experiência de Santa Catarina pode servir de referência para outros mercados regionais do Brasil, incluindo o Polo Industrial de Manaus e áreas industriais que dependem de conectividade de alta disponibilidade para integração de sistemas, acesso a nuvem e operação de filiais. O modelo de integração adotado pelo Grupo Mais, com preservação das marcas e equipes locais, pode inspirar estratégias semelhantes em outras regiões, equilibrando a busca por escala com a manutenção do atendimento personalizado.

Conclusão: consolidação regional e a importância da infraestrutura dedicada

Executivo do Grupo Mais apresentando mapa de Santa Catarina com cidades e assinantes destacados.
Meta do Grupo Mais: alcançar 160 mil assinantes e mais de 30% de participação de mercado regional até 2031.

A aquisição da RT NET pelo Grupo Mais evidencia o ritmo acelerado de consolidação entre provedores regionais de internet no Brasil, impulsionada pela necessidade de escala, profissionalização e capacidade de investimento em infraestrutura. Para empresas e órgãos públicos, esse movimento pode significar acesso a redes mais robustas e serviços avançados, mas também exige atenção redobrada à qualidade dos contratos e à escolha de parceiros capazes de garantir disponibilidade, suporte local e flexibilidade de atendimento. Em mercados cada vez mais concentrados, a infraestrutura dedicada e a proximidade operacional tornam-se diferenciais decisivos para sustentar operações críticas e apoiar o crescimento sustentável dos negócios.

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