# FCC autoriza nova constelação de satélites da Globalstar em meio à aquisição pela Amazon

> FCC autoriza 54 satélites LEO da Globalstar, alvo de compra pela Amazon, para serviços móveis e D2D. Entenda o impacto para empresas e conectividade.

Publicado em 20/10/2026 · Atualizado em 20/10/2026 · IA
ATLAS · Tech & Business Review, portal editorial da Upnetix · https://atlas.upnetix.com.br/fcc-autoriza-nova-constelacao-de-satelites-da-globalstar-em/

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A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) autorizou a Globalstar a operar sua constelação de satélites de terceira geração, chamada C-3, destinada a serviços móveis via satélite, incluindo conectividade direta com celulares (D2D). O anúncio ocorre enquanto a Globalstar está em processo de aquisição pela Amazon, fato que pode remodelar o cenário global de conectividade, especialmente para empresas que dependem de comunicação contínua e de alta disponibilidade.

![Satélite da constelação C-3 da Globalstar em órbita baixa sobre a Terra.](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46757-img1-intro.webp)

Satélite da constelação C-3 da Globalstar, autorizada pela FCC para operar serviços móveis via satélite a aproximadamente 1.414 km de altitude.

## Detalhes da autorização e da infraestrutura

De acordo com o *Telesíntese*, a constelação C-3 será composta por 48 satélites operacionais em órbita baixa (LEO) e mais seis unidades de reserva, posicionados a cerca de 1.414 quilômetros de altitude. O sistema prevê uma infraestrutura terrestre robusta, com cerca de 90 antenas de seis metros de diâmetro distribuídas em mais de 20 países. Os lançamentos dos satélites estão programados para começar em 2027, segundo informações da própria Globalstar citadas pela publicação.

A autorização da FCC permite que os satélites C-3 se comuniquem com terminais móveis nos Estados Unidos, incluindo smartphones compatíveis com D2D. A decisão também contempla a comunicação com estações terrestres em regiões estratégicas como Alasca, Havaí, Nevada, Texas, Flórida e Porto Rico. Os equipamentos espaciais serão fabricados pela canadense MDA Space, enquanto o controle da constelação ficará sob responsabilidade de centros operacionais em Toulouse (França) e Covington (Louisiana, EUA).

O registro do sistema foi feito pela França junto à União Internacional de Telecomunicações (UIT), sob o nome AST-NG-C-3, evidenciando a internacionalização da operação e a necessidade de coordenação regulatória entre diferentes jurisdições.

## Amazon e Globalstar: integração estratégica em conectividade

A autorização da FCC ocorre poucos meses após a Amazon anunciar um acordo definitivo para adquirir a Globalstar. Segundo o *Telesíntese*, a transação inclui as constelações já existentes, a infraestrutura terrestre e os direitos de uso de espectro da Globalstar. A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias e do cumprimento de etapas operacionais previstas em contrato, incluindo marcos relacionados aos satélites de reposição HIBLEO-4.

É importante notar que a autorização concedida pela FCC diz respeito apenas à operação da constelação C-3 no mercado norte-americano e não representa, por si só, a aprovação da aquisição pela Amazon. A integração dos ativos da Globalstar à infraestrutura do chamado Amazon Leo, projeto de conectividade por satélites de órbita baixa, é vista como um passo para ampliar a oferta de serviços de comunicação direta com dispositivos móveis, além de fortalecer a presença da Amazon em um segmento que tradicionalmente era dominado por operadoras de telecomunicações e empresas especializadas em satélites.

![Estação terrestre da Globalstar com antenas parabólicas de seis metros.](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46757-img2-meio-1.webp)

Estação terrestre da Globalstar com antenas de seis metros, parte da rede de cerca de 90 unidades distribuídas em mais de 20 países para suporte à constelação C-3. A Amazon já anunciou planos para desenvolver seu próprio sistema, o Amazon Leo D2D, com implantação prevista para começar em 2028. O objetivo é oferecer serviços de voz, mensagens e transmissão de dados via satélite para dispositivos compatíveis, complementando a cobertura das redes móveis terrestres e criando novas possibilidades de conectividade para empresas e usuários finais.

## Parceria com Apple e continuidade dos serviços satelitais

Outro aspecto relevante da aquisição é a continuidade dos serviços de comunicação via satélite oferecidos pela Apple, que atualmente utiliza a infraestrutura da Globalstar em funcionalidades de alguns modelos de iPhone e Apple Watch. Entre os serviços suportados estão mensagens de emergência, compartilhamento de localização e assistência em estradas.

Segundo o *Telesíntese*, Amazon e Apple firmaram um acordo para garantir que a infraestrutura do Amazon Leo continue suportando esses serviços, tanto nas constelações já existentes quanto nas planejadas. O entendimento também prevê colaboração futura no desenvolvimento de novas funcionalidades, o que pode acelerar a adoção de soluções satelitais em dispositivos móveis e ampliar o alcance desses recursos para empresas que utilizam dispositivos Apple em operações críticas.

Apesar da relevância do acordo, não há, até o momento, uma data específica para o início da operação comercial dos satélites C-3. Isso indica que, embora a autorização regulatória seja um passo importante, ainda existem etapas técnicas e comerciais a serem cumpridas antes que os novos serviços estejam disponíveis no mercado.

## O que muda para o setor corporativo e de governo

A autorização da FCC e o movimento de aquisição da Globalstar pela Amazon sinalizam uma tendência de convergência entre infraestrutura de satélites e serviços móveis, com potencial para transformar o acesso à conectividade em áreas remotas, operações críticas e ambientes industriais. Para empresas e órgãos públicos, especialmente aqueles localizados em regiões com limitações de cobertura terrestre, a possibilidade de comunicação direta entre dispositivos móveis e satélites pode representar uma redução significativa de riscos operacionais e de custos com redundância de infraestrutura.

![Operadores em centro de controle de satélites em Toulouse, França.](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46757-img3-meio-2.webp)

Centro operacional em Toulouse, França, responsável pelo controle da constelação C-3 da Globalstar, parte da infraestrutura internacional da empresa. O modelo D2D (device-to-device) elimina a dependência exclusiva de torres terrestres, permitindo que smartphones e outros dispositivos se comuniquem diretamente com satélites em situações de emergência ou em locais sem cobertura celular. Isso pode ser particularmente relevante para setores como logística, mineração, agronegócio, defesa civil e segurança pública, onde a continuidade da comunicação é crítica para a operação e para a tomada de decisões em tempo real.

Além disso, a entrada de gigantes como Amazon e Apple no segmento de conectividade satelital tende a acelerar a inovação e pressionar por custos mais competitivos, beneficiando empresas que buscam alternativas para garantir disponibilidade e resiliência de suas redes.

## Desafios e perspectivas para empresas brasileiras e do Polo Industrial de Manaus

Embora a autorização da FCC e a integração entre Amazon, Globalstar e Apple estejam centradas no mercado norte-americano, os desdobramentos desse movimento têm potencial para impactar empresas brasileiras, especialmente aquelas instaladas no Polo Industrial de Manaus e em regiões de difícil acesso. A adoção de soluções satelitais de nova geração pode abrir caminho para projetos de transformação digital em setores industriais, logísticos e de serviços públicos, reduzindo a dependência de infraestrutura terrestre limitada ou sujeita a falhas.

No entanto, a implementação dessas tecnologias no Brasil dependerá de fatores como homologação de equipamentos, acordos de roaming internacional, disponibilidade de espectro e adaptação às normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Empresas interessadas em explorar essas alternativas precisarão acompanhar de perto a evolução regulatória e avaliar a viabilidade técnica e econômica de integrar conectividade satelital às suas operações.

Outro ponto de atenção é a necessidade de infraestrutura terrestre adequada para suportar a comunicação com satélites LEO, incluindo antenas de grande porte e centros de controle operacional. Para organizações que já investem em redes privadas, links dedicados e soluções de redundância, a chegada de novos serviços satelitais pode complementar a estratégia de continuidade de negócios, mas não elimina a importância de uma base de conectividade terrestre robusta e confiável.

## Conclusão: conectividade satelital e a nova fronteira da resiliência operacional

![Smartphones conectados via satélite D2D da Globalstar com mapa da cobertura nos EUA.](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46757-img4-fechamento.webp)

Conectividade direta via satélite (D2D) da constelação C-3 da Globalstar autorizada pela FCC para operação em Estados Unidos e territórios estratégicos. A autorização da FCC para a constelação C-3 da Globalstar, em meio à aquisição pela Amazon, marca um avanço significativo na integração entre redes móveis e satelitais, com potencial para redefinir padrões de disponibilidade e continuidade em ambientes corporativos. Para empresas e gestores públicos, o movimento reforça a importância de avaliar, desde já, como a evolução da infraestrutura de conectividade pode impactar a segurança, a eficiência e a competitividade das operações, especialmente em regiões como Manaus, onde os desafios logísticos e de cobertura exigem soluções sob medida. O próximo ciclo de inovação não será apenas sobre alcance global, mas sobre a capacidade de manter fluxos de dados críticos mesmo quando a rede tradicional não estiver disponível.

Fonte: https://atlas.upnetix.com.br/fcc-autoriza-nova-constelacao-de-satelites-da-globalstar-em/ · ATLAS, portal editorial da Upnetix (Manaus, Brasil) · uso com citação obrigatória.
