# Etice quadruplica capacidade do backbone do Cinturão Digital para 400 Gbps até 2026

> Etice quadruplica backbone do Cinturão Digital para 400 Gbps, ampliando conectividade e disponibilidade para órgãos públicos do Ceará.

Publicado em 13/10/2026 · Atualizado em 13/10/2026 · Engenharia Local em Manaus
ATLAS · Tech & Business Review, portal editorial da Upnetix · https://atlas.upnetix.com.br/etice-quadruplica-capacidade-do-backbone-do-cinturao-digital-para/

---

A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) anunciou um plano ambicioso para quadruplicar a capacidade de transmissão do backbone do Cinturão Digital do Ceará, passando dos atuais 100 Gbps para 400 Gbps até 2026. A iniciativa, detalhada em reportagem do Telesíntese, representa um movimento estratégico para preparar a infraestrutura estadual diante do aumento de tráfego de dados, impulsionado principalmente pela adoção de inteligência artificial (IA) nos serviços públicos. O projeto, atualmente em fase de licitação, também prevê melhorias em disponibilidade, redundância e autonomia energética, sinalizando uma transformação significativa para o ecossistema digital do estado.

![Gerente de Operações Álvaro Maia em sala de controle do Cinturão Digital com telas de monitoramento de rede](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46512-img1-intro.webp)

Álvaro Maia, gerente de Operações do Cinturão Digital, destaca a importância da atualização para quadruplicar a capacidade do backbone para 400 Gbps até 2026.

## Expansão da infraestrutura: escala e abrangência

O Cinturão Digital do Ceará já se destaca como uma das maiores redes públicas de fibra óptica do país, com 5.967 quilômetros de cabos interligando 139 municípios. Segundo o Telesíntese, a meta é alcançar 141 cidades até o fim de dezembro de 2026, com a inclusão de Icó e Pedra Branca. A ampliação da capacidade do backbone para 400 Gbps não apenas multiplica por quatro o potencial de transmissão de dados, mas também estabelece uma base para suportar demandas crescentes de órgãos públicos, especialmente à medida que aplicações de IA se tornam mais presentes nas rotinas administrativas e operacionais.

O gerente de Operações do Cinturão Digital, Álvaro Maia, afirmou ao Telesíntese que a atualização é imprescindível para acomodar o aumento no processamento, armazenamento e circulação de informações. O crescimento do tráfego é atribuído tanto à digitalização de serviços quanto à necessidade de integração entre diferentes sistemas e bases de dados governamentais.

## Links de saída e interconexão: salto de capacidade

Paralelamente à modernização do backbone, a Etice está promovendo um aumento expressivo na capacidade dos links de saída para a internet. Conforme publicado pelo Telesíntese, três conexões que atualmente operam a 10 Gbps cada passarão a até 100 Gbps, o que representa um salto de dez vezes na capacidade de acesso externo. Além disso, a infraestrutura estadual já conta com uma conexão de 100 Gbps ao IX.br, o principal ponto de troca de tráfego da internet brasileira, permitindo que o tráfego entre redes seja realizado de forma direta e eficiente, sem a necessidade de rotas intermediárias que poderiam aumentar a latência ou o risco de falhas.

É importante destacar que, segundo a mesma fonte, a interligação ao IX.br é separada do backbone estadual, sendo dedicada à troca de tráfego entre redes e provedores conectados ao ponto de troca. Essa arquitetura contribui para uma experiência mais estável e veloz para os usuários finais, especialmente em aplicações críticas e de alta demanda.

![Instalação dos cabos de fibra óptica do Cinturão Digital do Ceará em área urbana](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46512-img2-meio-1.webp)

O Cinturão Digital do Ceará conecta 139 municípios com 5.967 km de cabos de fibra óptica, ampliando para 141 cidades até 2026 com inclusão de Icó e Pedra Branca.

## Disponibilidade e redundância: metas e desafios

Um dos principais objetivos da Etice é elevar a disponibilidade do backbone dos atuais 99,9% para 99,99% até 2027. Para atingir esse patamar, a empresa planeja implementar subanéis e mecanismos de redundância, reduzindo a vulnerabilidade da rede a rompimentos de fibra óptica e outras interrupções. Segundo o gerente de Operações, Álvaro Maia, citado pelo Telesíntese, as falhas no fornecimento de energia elétrica figuram entre as principais causas de indisponibilidade do Cinturão Digital.

A estratégia da Etice inclui o aumento da autonomia energética das estações de telecomunicações, buscando mitigar os impactos de eventuais quedas de energia. Além disso, está em desenvolvimento uma oferta de redundância para a chamada “última milha”, o trecho final que conecta a infraestrutura de transporte ao cliente, seja órgão público ou unidade de serviço. Essa redundância poderá ser contratada por meio de uma segunda rota de fibra óptica ou de tecnologias alternativas, como satélite e 5G, oferecendo continuidade de conexão mesmo em caso de falha no acesso principal.

## O papel da inteligência artificial na pressão por banda e resiliência

A modernização do backbone do Cinturão Digital ocorre em um contexto de rápida expansão do uso de inteligência artificial nos serviços públicos. De acordo com o Telesíntese, a adoção de aplicações de IA está entre os principais fatores que justificam a necessidade de ampliar a capacidade e a resiliência da infraestrutura estadual. O processamento de grandes volumes de dados, a integração entre sistemas e a automação de processos exigem não apenas mais banda, mas também menor latência e maior disponibilidade.

Para gestores públicos e decisores de TI, a evolução do Cinturão Digital serve de referência sobre como a infraestrutura de rede precisa se adaptar para suportar novos paradigmas tecnológicos. O aumento da capacidade de transmissão e a busca por disponibilidade quase total refletem uma tendência observada em todo o setor público brasileiro: a digitalização de serviços e a dependência crescente de sistemas conectados, que não podem parar.

![Equipamentos de telecomunicação e sistemas de energia autônoma em estação do Cinturão Digital](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46512-img3-meio-2.webp)

A Etice planeja aumentar a autonomia energética das estações para reduzir falhas por queda de energia e elevar a disponibilidade da rede para 99,99% até 2027.

## Implicações para empresas e órgãos públicos: lições e oportunidades

Embora o projeto da Etice seja voltado para o setor público cearense, as estratégias adotadas trazem aprendizados relevantes para empresas e gestores de TI em outros estados, inclusive no Amazonas e no Polo Industrial de Manaus. A decisão de quadruplicar a capacidade do backbone, investir em redundância e buscar disponibilidade de 99,99% demonstra que a infraestrutura de conectividade deixou de ser apenas um suporte operacional para se tornar elemento central da estratégia de continuidade de negócios e inovação.

Empresas que dependem de aplicações críticas, integração entre unidades ou acesso a serviços em nuvem precisam avaliar se sua infraestrutura acompanha o ritmo das demandas digitais. A experiência do Cinturão Digital mostra que a resiliência da rede, a disponibilidade garantida em contrato e a possibilidade de múltiplas rotas de acesso são diferenciais que reduzem riscos e aumentam a competitividade. Para organizações de Manaus, onde desafios logísticos e geográficos são ainda mais acentuados, investir em soluções de fibra dedicada, redundância de acesso e suporte local pode ser o fator decisivo para evitar paradas não planejadas e garantir a continuidade das operações.

## O que ainda está em aberto e próximos passos

O processo de licitação para a expansão do backbone do Cinturão Digital ainda está em andamento, e a conclusão das obras está prevista para 2026. Até lá, o acompanhamento dos indicadores de disponibilidade, a implementação das soluções de redundância e a evolução das demandas dos órgãos públicos serão determinantes para o sucesso do projeto. Não há, até o momento, informações públicas sobre o investimento total ou os fornecedores envolvidos, o que limita a análise sobre custos e prazos exatos.

Para empresas e gestores públicos que buscam inspiração ou benchmarks, o caso do Ceará destaca a importância de planejar a infraestrutura de rede com antecedência, considerando não apenas o volume de tráfego atual, mas também as tendências de digitalização e automação que devem acelerar nos próximos anos. A experiência reforça que, em um cenário de transformação digital acelerada, a capacidade de adaptação e a busca por resiliência são tão importantes quanto a velocidade nominal da conexão.

![Visualização conceitual do aumento de capacidade dos links de saída do Cinturão Digital com conexões ao IX.br](https://upnetix.com.br/wp-content/uploads/2026/10/post46512-img4-fechamento.webp)

Links de saída do Cinturão Digital passarão de 3 conexões de 10 Gbps para 3 de 100 Gbps, além de conexão dedicada de 100 Gbps ao IX.br, ampliando a eficiência do tráfego externo. O avanço do backbone do Cinturão Digital do Ceará, com a meta de atingir 400 Gbps e disponibilidade de 99,99%, evidencia que a conectividade robusta e resiliente é pré-requisito para a adoção de tecnologias como inteligência artificial nos serviços públicos. Para empresas e órgãos que operam em regiões estratégicas como Manaus, a lição é clara: acompanhar a evolução da infraestrutura é fundamental para manter a competitividade e garantir que aplicações críticas não sejam interrompidas por limitações técnicas ou falhas de conectividade.

Fonte: https://atlas.upnetix.com.br/etice-quadruplica-capacidade-do-backbone-do-cinturao-digital-para/ · ATLAS, portal editorial da Upnetix (Manaus, Brasil) · uso com citação obrigatória.
